O verão começou no último domingo (21) e já mostrou a que veio: atualmente, oito estados do Brasil entraram no “alerta laranja” do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) por conta das temperaturas extremas. São Paulo e Rio de Janeiro registraram recordes e já acionaram protocolos de emergência. Embora seja tradicional desta estação do ano, esse cenário foi causado por uma massa de ar quente e seco associada a um bloqueio atmosférico.
Mesmo com o cenário caótico, há quem prefira a condição escaldante do verão ao frio do inverno. Obviamente, é uma questão subjetiva, cada um tem sua própria estação do ano favorita, de acordo com os gostos e os critérios de adaptabilidade do corpo.
Mas a Psicologia pode dar algumas pistas. Estudos apontam que a preferência por calor ou frio está relacionada a traços de personalidade, estilos de enfrentamento e necessidades emocionais.
Teorias psicanalíticas associam o calor a afeto, proteção e aconchego, enquanto o frio pode significar distância e afastamento. Com essas informações, uma conclusão possível é que a preferência pelo calor pode estar relacionada a uma inclinação para buscar laços emocionais mais intensos.
Segundo uma pesquisa divulgada no ResearchGate, plataforma voltada a profissionais da área de ciência e pesquisadores, e repercutida pelo jornal argentino La Nación, essas são as características de quem prefere o calor.
• Maior sociabilidade: o calor está inconscientemente associado à proximidade, à convivência e à abertura.
• Busca por conforto: essas pessoas apreciam a sensação de abrigo e calor físico, o que pode estar relacionado a uma necessidade de segurança emocional.
• Extroversão: vários estudos sugerem que pessoas mais extrovertidas tendem a tolerar melhor ambientes quentes e a procurar atividades sociais ao ar livre.
• Otimismo: o calor é frequentemente associado a estações alegres como a primavera ou o verão, o que pode reforçar um estilo emocional mais positivo.